quinta-feira, 19 de abril de 2007

Fala-me de amor

Sei que me escutas...
Sei que estás aí, desse lado...
Calado, demasiado calado, esse teu silêncio mata-me...
Como me mata a vontade de te ver.
Pergunto-me porque perdemos tempo em perguntar o que queremos...
Se o que queremos está dentro de nós.
Não sei como dizer-te, que a minha voz te procura, que em mim a emoção começa a florir, ao nascer de cada estrela.
Arrebatas os caminhos da minha solidão,
Abres as janelas dos meus sonhos...
Onde leio e releio, poemas inventados,
Onde nada é cheio nem vazio porque em tudo te pressinto
Sem que em nada eu te possua...
E assim vou ficando, numa tentativa absurda
De fugir ao medo da saudade do teu gosto.
Diz-me...
Diz-me que me queres!
Fala!!!...
Fala que a minha boca sabe a mel...
O mesmo que deixas em meus lábios
No momento em que te esqueces a quem pertences...
E chegas quente para satisfazer todos os lugares do meu corpo.
Porque o teu desejo é o meu desejo...

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