sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Memórias

Por entre o Ontem o Hoje e o Amanhã passam fios invisíveis de saudade. Saudade do que vivemos, do que sentimos e do que ainda está por vir. Esses fios unidos são as memórias de momentos inesquecíveis e intemporais.

As Palavras que Nunca te Direi - a Carta

" 22 de Julho de 1997
Minha querida Catherine,
Sinto a tua falta, meu amor, como sempre, mas hoje é particularmente difícil porque o oceano tem estado a cantar para mim, e a canção é a da nossa vida juntos. Quase consigo sentir-te a meu lado enquanto escrevo a carta, e consigo cheirar o aroma das flores silvestres que me faz sempre lembrar de ti. Mas neste momento, essas coisas não me dão qualquer prazer. As tuas visitas têm sido menos frequentes, e por vezes sinto como se a maior parte do que sou estivesse lentamente a dissipar-se. 
Estou a tentar, ainda assim. À noite quando estou sozinho, chamo por ti, e sempre que a minha dor parece ser maior, encontras constantemente maneira de voltar para mim. Ontem à noite, nos meus sonhos, vi-te no pontão perto de Wrightsville Beach. O vento soprava através do teu cabelo e os teus olhos retinham a luz pálida do Sol que se desvanecia. Fico espantado quando te vejo encostada ao parapeito. Tu és bela, penso, enquanto te vejo, uma visão que nunca consigo encontrar em mais ninguém. Começo a andar lentamente na tua direcção e quando, finalmente, te voltas para mim, reparo que outros têm estado a observar-te também. «Conhece-la?» perguntam-me em sussurros invejosos, e enquanto sorris para mim, respondo simplesmente com a verdade. «Melhor do que o meu próprio coração.»
Paro quando chego perto de ti e envolvo-te nos meus braços. Anseio por esse momento mais do que qualquer outro.  É a razão da minha vida, e quando tu retribuis o meu abraço, eu entrego-me a esse momento, em paz mais uma vez.
Levanto a mão e toco suavemente na tua face e tu inclinas a cabeça e fechas os olhos, As minhas mãos são ásperas e a tua pele é macia, e interrogo-me durante um momento se vais afastar-te, mas claro que não o fazes. Nunca o fizeste, e é em alturas como esta que eu sei qual é o meu objectivo na vida.
Estou aqui para te amar, para te segurar nos meus braços, para te proteger. Estou aqui para aprender contigo e para receber o teu amor em troca.  Estou aqui porque não existe outro sítio onde possa estar.
Mas depois, como sempre, a neblina começa a formar-se enquanto permanecemos juntos um do outro. É um nevoeiro distante que nasce do horizonte, e descubro que começo a ficar com medo à medida que ele se aproxima. Ele insinua-se lentamente, envolvendo o mundo à nossa volta, cercando-nos como que para evitar que fujamos. Como uma nuvem rolante, cobre tudo, fechando, até mais nada restar senão nós os dois.
Sinto a minha garganta a começar a fechar e os meus olhos a encherem-se de lágrimas porque sei que são horas de partires. O olhar que me lanças naquele momento persegue-me. Sinto a tua tristeza e a minha própria solidão,e a dor do meu coração, que permanecera silenciosa só por um pequeno intervalo de tempo, torna-se mais forte quando tu me soltas. E então estendes os braços e dás uns passos para trás, desaparecendo no nevoeiro porque ele é o teu lugar e não o meu. Anseio por ir contigo, mas a tua única resposta é abanares a cabeça porque ambos sabemos que é impossível. 
E eu assisto com o coração a partir-se enquanto desapareces lentamente. Dou comigo a esforçar-me por lembrar tudo acerca daquele momento, tudo acerca de ti. Mas depressa, sempre demasiado depressa, a tua imagem desaparece e o nevoeiro recua para o seu lugar longínquo e eu fico sozinho no pontão e não me importo com o que os outros pensam quando baixo a cabeça e choro e choro e choro.

Garrett"

quarta-feira, 10 de março de 2010

Tempo

Este tempo que passa, ora muito rápido, ora com um vagar assustador... Este tempo que nos retira a juventude, tempo que nos permite viver!
Por vezes nosso amigo, outras tantas nosso inimigo. De formas que não chegamos a compreender ele vai passando, fazendo com que o hoje, amanhã, seja passado, com que o amanhã, hoje, seja futuro.
E assim sucessivamente.
Raramente nos dando tempo para apreciar o hoje como Presente, fruto da ânsia desmesurada que teimamos em viver nos nosso dias atribulados!

sexta-feira, 28 de março de 2008

Rumo(s)

As caminhadas que fazemos ao longo dos dias da nossa vida deveriam ter um propósito... deveriam levar-nos a lugares novos, pra experimentarmos novas sensações, conhecermos novas pessoas e vivermos novas experiências!!! Quando assim não é, ou deixa de ser, devemos repensar a nossa forma de viver e reorientar/reajustar o rumo das nossas caminhadas, numa tentativa de começarmos a VIVER!

domingo, 23 de março de 2008

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Fala-me de amor

Sei que me escutas...
Sei que estás aí, desse lado...
Calado, demasiado calado, esse teu silêncio mata-me...
Como me mata a vontade de te ver.
Pergunto-me porque perdemos tempo em perguntar o que queremos...
Se o que queremos está dentro de nós.
Não sei como dizer-te, que a minha voz te procura, que em mim a emoção começa a florir, ao nascer de cada estrela.
Arrebatas os caminhos da minha solidão,
Abres as janelas dos meus sonhos...
Onde leio e releio, poemas inventados,
Onde nada é cheio nem vazio porque em tudo te pressinto
Sem que em nada eu te possua...
E assim vou ficando, numa tentativa absurda
De fugir ao medo da saudade do teu gosto.
Diz-me...
Diz-me que me queres!
Fala!!!...
Fala que a minha boca sabe a mel...
O mesmo que deixas em meus lábios
No momento em que te esqueces a quem pertences...
E chegas quente para satisfazer todos os lugares do meu corpo.
Porque o teu desejo é o meu desejo...

terça-feira, 10 de abril de 2007

Tu, Meu Amor Impossível

"Sussurros imaginários
Que passeiam e deambulam
Pelos cantos vazios e escuros
Do meu quarto…
É o eco da tua voz
Que me mantém este sorriso louco
E feliz na face…
Vã e insólita
É a esperança de te ter finalmente
Em meus braços…
Até quando vai a ilusão
Deste amor impossível
Assombrar as minhas noites
E fazer-me evocar o teu nome
Com ansiedade?
Oh mente doentia, a minha!
Por mais que saiba
Que nunca te vou ter,
És tu, meu doce Anjo,
Quem, eternamente, eu vou querer…" (by Karl Goth)